domingo, 4 de dezembro de 2016

Caixa tem R$ 34 bi para financiar imóveis até o fim do ano



Jornal GGN - De acordo com o vice-presidente de habitação da Caixa Econômica Federal, Nelson Antônio de Souza, o banco tem R$ 34 bilhões para o financiamento da casa própria, e agora deverá ir atrás da demanda para emprestar este montante.
No ano passado, os saques de poupança obrigaram a Caixa a adotar medidas que restringiram a concessão de financiamentos para a habitação, como aumento dos juros, mudanças nos limites financiados e cortes no financiamento de imóveis usados. Algumas destas ações foram revertidas em 2016.
Segundo Souza, o banco teve um aumento nos recursos disponibilizados pelo FGTS para linhas de pró-cotista, que antes eram contempladas pelos empréstimos com funding da poupança. Além disso, o banco vendeu seu portfólio de crédito habitacional, via Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI), para o FGTS, e a entrada de novos recursos na poupança também permitiram o aumento de recursos para o financiamento imobiliário.
Em junho, o banco anunciou medidas como o aumento de valor máximo de imóveis financiados e a reabertura do financiamento à construção.
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Do Valor
A Caixa Econômica Federal acredita que conseguiu contornar o problema de falta de recursos para emprestar no crédito imobiliário e já se vê às voltas com o desafio oposto. "Agora, estamos atrás de demanda", diz Nelson Antônio de Souza, vice-­presidente de habitação da Caixa. De acordo com ele, o banco dispõe de R$ 34 bilhões para financiamento da casa própria até o fim do ano, mas ainda não tem certeza se terá a quem emprestar tudo isso.
A cifra engloba operações feitas tanto com recursos da poupança como do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), incluindo as faixas de maior renda do programa Minha Casa, Minha Vida e as linhas de pró­-cotista. Ao todo, o banco pretende aplicar R$ 93 bilhões em habitação neste ano.
É um contraste e tanto com o cenário vivido pelo banco público no ano passado, quando o volume recorde de saques da poupança o forçou a adotar uma série de medidas para restringir a concessão de financiamentos habitacionais. As ações incluíram aumento de taxas de juros, mudanças nos limites financiados e cortes no financiamento de imóveis usados e de empreendimentos imobiliários. Parte dessas restrições foi revertida ou atenuada neste ano.

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